QUAL E A ORIGEM E O DESTINO DO UNIVERSO?

Espantosamente, a astrofísica moderna está prestes a determinar percepções fundamentais da origem, natureza e destino de todo o universo. O universo está em expansão.

Todas as galáxias estão se afastando velozmente umas das outras no que é chamado de fluxo de Hubble, uma das três principais evidências de uma enorme explosão na época em que o universo teve início – ou, pelo menos, sua presente encamação. A gravidade da Terra é bastante fort para atrair de volta uma pedra atirada para o céu. mas não um foguete com velocidade de escape. E assim acontece com o universo: se ele contém uma grande quantidade de matéria. a gravidade exercida por toda essa matéria vai diminuir e deter a expansão. Um universo em expansão será convertido num universo em colapso. E se não há bastante matéria, a expansão vai continuar para sempre. O presente inventário de matéria no universo é insuficiente para diminuir a expansão, mas há razões para pensar que talvez exista uma grande quantidade de matéria escura que não trai a sua existência emitindo luz, para a conveniência dos astrônomos. Se o universo em expansão se revelar apenas temporário, sendo finalmente substituído por um universo em contração, isso certamente criará a possibilidade de que o universo passa por um número infinito de expansões e contrações, sendo infinitamente antigo.

Um universo infinitamente antigo não tem necessidade de ser criado. Sempre esteve ali. Por outro lado se não há matéria suficiente para reverter a expansão, isso seria coerente com um universo criado do nada. Essas são questões profundas e difíceis que toda cultura humana tem de algum modo tentado enfrentar. Mas é só na nossa época que temos uma perspectiva real de desvendar algumas das respostas. Não por meio de conjeturas ou histórias – mas por observações reais, verificáveis, passíveis de repetição. Acho que há uma chance razoável de que se possam esperar revelações surpreendentes em todas essas quatro áreas nas próximas duas décadas. Mais uma vez há muitas outras questões na astronomia moderna que eu poderia ter mencionado em seu lugar, mas a predição que posso fazer com a maior confiança é que as descobertas mais espantosas serão aquelas que atualmente ainda não temos conhecimento suficiente para prever.

Pense nisso:

“Se o fato de os brutos não terem capacidade de abstração for considerado propriedade distintiva desse tipo de animal, receio que grande número daqueles que passam por homens deva ser incluído em seu número”. O pensamento abstrato, pelo menos em suas variedades mais sutis, não é um companheiro invariável do dia-a-dia para o homem comum. Poderia o pensamento abstrato ser uma questão não de espécie, mas de grau? Seriam outros animais capazes do pensamento abstrato, mas com freqüência e profundidade menor que os seres humanos?

Kaka Padilha

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