Somos assim como o Universo feitos de átomos, e poeira das estrelas.

O  nosso universo das estrelas até os nossos corpos é feito de átomos, as menores partes da matéria que ainda guardam suas propriedades. 

A formação dessas partículas teve início logo após o Big Bang, quase 14 bilhões de anos atrás. 

Após início extremamente quente e denso, o universo se expandiu rapidamente. Enquanto esfriava, vários processos converteram essa energia liberada particulas que, com o tempo foram se recombinando para formar as partículas  elementares que conhecemos: quarks, glúons, elétrons, prótons, nêutrons. 

Cerca de 300 mil anos após o Big Bang, a temperatura havia baixado alguns milhares de graus, permitindo agora que prótons se recombinassem com elétrons formando os primeiros átomos como hidrogênio e hélio, que se distribuíram pelo espaço seguindo a força da gravidade e formando grandes nuvens de gás. 

Essas nuvens se contraíram e colapsaram, os átomos foram esmagados uns contra os outros, a temperatura e a energia aumentou formando o coração das primerias estrelas, onde a fusão nuclear liberava energia na forma de calor e de luz. 

Bilhões de estrelas nasceram dessa maneira, agrupando-se conjuntos que chamamos de galáxias. Nesse processo, as primeiras estrelas transformaram o hidrogênio e o hélio praticamente todos os outros elementos químicos que conhecemos. Ao consumirem todo o seu combustível, algumas estrelas explodiram supernovas, espalhando os átomos que formaram através da galáxia. Mas os átomos são apenas o início. Eles podem ainda se combinar, formando as moléculas, como as que formam o ar, a água, as proteínas e os nossos corpos, e mesmo o nosso DNA. 

As primeiras se formaram ainda no ambiente espacial, provavelmente usando resquício do calor do Big Bang e como fonte de energia. Ou a luz das estrelas, algumas podem ser muito simples, como o hidrogênio molecular, formado apenas por dois átomos de hidrogênio ligados entre si.

Outras podem ser muito mais complexas, como os aminoácidos, formado agora por carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, ligados uma estrutura, esqueleto atômico que lhe dá forma e também função. 

Essas pequenas e complexas estruturas têm por exemplo a propriedade de se juntar como lego, formando moléculas gigantes, as macromoléculas, como as proteínas e enzimas, que constituem grande parte da matéria viva de nossos corpos, e que realizam as funções de nossas células.  

Apesar de complexos, os primeiros aminoácidos não foram gerados por organismos vivos, mas sim ao redor das estrelas. 

Hoje podemos estudar essas processos de muitas maneiras. Podemos observar as estrelas com telescópios Terra e no espaço,  e podemos recriar as condições laboratório e podemos ainda simular computacionalmente as complexas reações químicas que acontecem nesses lugares. 

Com nossos supertelescópios atuais já conseguimos detectar centenas de moléculas no espaço, sabemos hoje que elas formam e se acumulam ao redor das estrelas nascimento e provavelmente se depositaram  vários dos planetas e exoplanetas que hoje conhecemos. 

Apesar de ainda não sabermos com detalhe a composição química desses corpos planetários, eles provavelmente carregam desde seu nascimento uma riqueza química cósmica que pode evoluir até o ponto de permitir o surgimento da vida.

Kaka Padilha

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