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Auto-Aceitação.

Nos aceitarmos como realmente somos é a coisa mais importante que podemos fazer por nós mesmos,sermos satisfeitos com a vida que realmente temos  para algumas pessoas pode parecer muito difícil. Porque as vezes essa pessoa pode pensar que para ser aceito pelos outros  precisa fingir ser e viver uma ilusão, às vezes mais que isso, passam a acreditar nessa ilusão.

Esse processo de aceitação pode ser uma aventura que pode durar muito tempo, e que muitas vezes pode ser sem fim. A partir do momento em que nos sentimos bem com quem somos de verdade , com o que temos e conseguimos alcançar, não será mais preciso usar máscaras, e continuar se escondendo por de trás dela. Quando conseguimos aceitar quem somos surge o equilíbrio interior que é muito importante.

Há quem passa grande parte de sua vida aparentando ser algo que não é. E não é só isso. Longe de se aceitar, faz mil esforços para mudar isso ou aquilo, por ter uma corrida de longo prazo em busca deste ideal que tem em mente, e que quase nunca se ajusta à realidade, ao que a pessoa realmente é, e nunca se ajustará, a não ser que essa pessoa finalmente se aceite.

Aceitar-nos em cada uma de nossas nuances, com nossos defeitos e nossas virtudes, fará, em primeiro lugar, com que nos encontremos com nós mesmos. Depois, chegará o equilíbrio com o próprio mundo e por quem nos rodeia.

Quem não se aceita desenvolve um sentimento de insegurança direcionado a si mesmo.

A insegurança gera, por sua vez, a insatisfação. Alguém insatisfeito consigo mesmo acaba frustrado ou desenvolvendo comportamentos prejudiciais, como a inveja e o medo.

Ninguém é mais feliz por ter um corpo perfeito. Aliás, são muitas as pessoas que depois de tê-lo conseguido fazendo exercícios, dietas restritivas e inclusive cirurgias plásticas, descobrem que continuam sem se aceitar.

É importante ressaltar também que, em algumas ocasiões, esta necessidade de “autoperfeição” nos acompanha desde a nossa infância. Ter uma mãe muito rígida ou um pai severo faz com que acabemos mostrando esta insegurança em nós mesmos, e pensamos que a perfeição pode ser a única resposta.

É necessário que sempre cheguemos a este instante em nosso ciclo vital no qual, por fim, nos assumirmos como somos. Este instante deve surgir após a adolescência e à chegada do início da juventude, momento em que nosso corpo já amadureceu.

A partir daí, acontece a grande aventura de nossas vidas. É aí que apenas os mais avantajados em termos emocionais, em termos de autoestima e de amor próprio poderão avançar em seu caminho vital com grande integridade, abertos a tudo que a vida lhes oferece porque, por sua vez, têm muito para dar à própria vida.

A aceitação também é assumir o nosso passado, nossos triunfos, e também nossos erros. É aceitar toda a bagagem que carregamos até agora.

Ser feliz não está em desacordo com cometer erros. Também não devemos nos equivocarmos e assumirmos que somente os que têm uma vida perfeita são felizes. A felicidade são instantes, são momentos, e por isso é imprescindível que ela surja, em primeiro lugar, do nosso próprio interior.

Somente os que se sentem orgulhosos de si mesmos e, por sua vez, sabem agir com humildade respeitando os demais e favorecendo também a felicidade alheia conseguem que este mundo seja, a cada dia, um pouco melhor, e com isso se torna cada dia uma pessoa melhor.

A vida só faz sentido enquanto temos uma meta a ser alcançada, um sonho a ser realizado, ou qualquer outra coisa para ir em busca, a partir do momento em que não temos motivos para viver, metas a serem alcançadas e sonhos a serem realizados a vida perde toda a sua cor.  Isso só acontece com pessoas que não se aceitam como são e não acreditam em si mesmas. Portanto o trabalho de aceitação é muito importante para regermos nossas vidas.

Karen Padilha.

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