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Viver é seguir sempre em frente, aproveitar cada momento, cada oportunidade e necessidade.

Tudo aquilo que amamos, eventualmente em alguma fase da vida, perderemos, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente. 

Temos a mania de querer controlar tudo o que amamos e no fim perdemos dias pensando no amanhã que nunca sabemos ao certo, morremos de medo que tudo dê errado e sofremos antes que tudo acabe. Mas, se confiamos , tudo vai pro seu devido lugar, o ruim se vai e o que fica é porque tem que ficar. Sorte não existe. É tudo questão de energia, se estamos bem, nada vem contra. 

Sabemos disso, e mesmo assim continuamos querendo controlar, querendo saber o dia de amanhã, sentindo medo, e isso tudo acaba fazendo com que as coisas não acontecem da forma que esperamos, pois estamos controlados pelo medo da perda. 

É difícil imaginarmos nossa vida sem as pessoas que amamos, por quem já fizemos tanto,  por ter lutado, vencido dias de tormentas para estar junto, ficamos agarrados à memórias de momentos bons e não conseguimos deixar ir, mesmo quando esse amor todo que sentimos está nos fazendo sofrer mais do que nos trazendo felicidade. 

Não sabemos como vai ser o dia de amanhã e os próximos sem essa pessoa e entramos em desespero , não sabemos lidar com a perda, mas às vezes é necessário que ela aconteça para que tenhamos mais maturidade para lidar com essas situações . 

A perda nos ensina duas coisas, a primeira é que a tristeza e a perda são presentes, e a segunda que o caminho da cura é ver como o amor volta em outra forma. 

Existe uma história de Kafka e uma menina que perdeu sua boneca em Berlim que nos ensina muito sobre isso.

“Franz Kafka, conta a história, certa vez encontrou uma menininha no parque onde ele caminhava diariamente. Ela estava chorando. Tinha perdido sua boneca e estava desolada. Kafka ofereceu ajuda para procurar pela boneca e combinou um encontro com a menina no dia seguinte no mesmo lugar. Incapaz de encontrar a boneca, ele escreveu uma carta como se fosse a boneca e leu para a garotinha quando se encontraram. “Por favor, não se lamente por mim, parti numa viagem para ver o mundo. Escreveu para você das minhas aventuras”. Esse foi o início de muitas cartas. Quando ele e a garotinha se encontravam ele lia essas cartas compostas cuidadosamente com as aventuras imaginadas da amada boneca. A garotinha se confortava. Quando os encontros chegaram ao fim, Kafka presenteou a menina com uma boneca. Ela era obviamente diferente da boneca original. Uma carta anexa explicava: “minhas viagens me transformaram…”. Muitos anos depois, a garota agora crescida encontrou uma carta enfiada numa abertura escondida da querida boneca substituta. Em resumo, dizia: “Tudo que você ama, você eventualmente perderá, mas, no fim, o amor retornará em uma forma diferente”.

Devemos saber que viver é seguir sempre em frente, aproveitar cada momento, cada oportunidade e necessidade.

 Às vezes fazemos coisas sem perceber, ou reagimos diante do que o nosso instinto no diz, e magoamos quem não queremos. É que as despedidas são tristes e lutamos a todo momento contra, aprender a aceitar é uma das coisas mais difíceis que podemos fazer. 

Não conseguimos controlar as vontades e desejos dos outros, e não somos responsáveis pelas atitudes que tomam, temos apenas de respeitar a vontade do outro e antes disso nos respeitarmos para que isso não tire nossa esperança e nos faça desacreditar no amor e nas pessoas. 

Karen Padilha

 

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