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O que me fascina sobre Carl Sagan.

Sagan foi um grande cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e divulgador científico norte-americano; autor de mais de 600 publicações cientificas e 20 livros de ciência e ficção científica.

Defensor do ceticismo,  o ceticismo é um estado de quem duvida de tudo, de quem é descrente. Um indivíduo cético caracteriza-se por ter predisposição constante para a dúvida, para a incredulidade.  É um sistema filosófico fundado pelo filósofo grego Pirro (318 a.C.-272 a.C.), que tem por base a afirmação de que o homem não tem capacidade de atingir a certeza absoluta sobre uma verdade ou conhecimento específico.

Assim como Sagan o cético questiona tudo o que lhe é apresentado como verdade e não admite a existência de dogmas, fenômenos religiosos ou metafísicos.

Por essas e outras características que fui tomada pela vontade de começar a questionar a vida e tudo o que nela existe, e me tornei uma grande fã de Carl Sagan e pela forma como ele via a vida, os seres humanos e tudo o mais.

Sagan é conhecido por seus livros de divulgação científica e pela premiada série televisiva de 1980 Cosmos: Uma Viagem Pessoal, que ele mesmo narrou e co-escreveu.

Carl Sagan nasceu no Brooklyn, Nova Iorque, em uma família de judeus ucranianos. Seu pai, Sam Sagan, era um operário da indústria têxtil nascido em Kamenets-Podolsk, Ucrânia. Sua mãe, Rachel Molly Gruber, era uma dona de casa de Nova Iorque. Ele tinha também uma irmã, Carol que ambos concordavam que seu pai não era especialmente religioso, porém sua mãe “definitivamente acreditava em Deus.

A  personalidade de Sagan foi o resultado de suas estreitas relações com ambos os pais, que eram às vezes opostos um do outro.

Sua mãe teria sido uma mulher que cresceu em meio a extrema pobreza enquanto criança, e sem-teto em meio a cidade de Nova Iorque durante a Grande Guerra e a década de 20.  Ela tinha também suas próprias ambições intelectuais quando era jovem, mas estes sonhos foram bloqueados por restrições sociais, principalmente por causa de sua pobreza, e por ter se tornado mãe e esposa, além de sua etnia judaica. O biografo Davidson observa que ela, portanto, “adorava seu único filho, Carl. Ele iria realizar seus sonhos não realizados”.

Seu “sentimento de admiração” veio de seu pai, que quieto e sorrateiramente escapou do Czar. Em seu tempo livre, este dava maçãs aos pobres, ou ajudava a suavizar as tensões entre patrões e operários na tumultuada indústria têxtil de Nova Iorque. Ainda que intimidado pelo brilhantismo de Carl, por suas infantis perguntas sobre estrelas e dinossauros, Sam ajudou a transformar a curiosidade de seu filho em parte de sua educação. Em seus últimos anos como cientista e escritor, Sagan frequentemente desenhava sobre suas memórias de infância para ilustrar questões científicas, como fez em seu livro ”Sombras dos Antepassados Esquecidos” , ele  descreve a influência dos seus pais em seu pensamento:

”Meus pais não eram cientistas. Eles não sabiam quase nada sobre ciência. Mas ao me introduzirem simultaneamente ao ceticismo e ao saber, ensinaram-me os dois modos de pensamento coexistentes e essenciais para o método científico.”

No seu livro ” O mundo assombrado pelos Demônios”, Sagan recorda de quando em 1939 foi levado pelos seus pais na 1939 world’s fair ( feira mundial de 1939), em Nova Iorque, ele viu uma exposição chamada  “America of Tomorrow” (América do Amanhã): O mapa continha belas estradas e alguns poucos carros da General Motors, todas as pessoas caminhando, e ao fundo vários arranha-céus, edifícios lindos, segundo ele, aquele momento estava ótimo! Em outras exposições, lembrou de ter visto uma lanterna brilhar em uma célula fotoelétrica. Ele também testemunhou a tecnologia do futuro da mídia que iria substituir o rádio: A televisão! Sagan escreveu:

Claramente, o homem realizou maravilhas de um modo que eu nunca tinha imaginado. Como poderia um tom tornar-se uma imagem e luz tornar-se um ruído?

Ele também conta que viu um dos eventos mais divulgados da feira, o enterro de uma cápsula do tempo em Flushing Meadows, que continha algumas lembranças da década de 1930 para serem recuperadas por descendentes dos humanos em um futuro milênio. “As cápsulas do tempo sempre excitaram Carl” escreve o biógrafo Keay Davidson. Quando adulto, Sagan e seus colegas criaram algumas cápsulas do tempo similares, mas estas foram enviadas para o espaço. Estas cápsulas citadas são a placa Pioneer e o Voyager Golden Record, que foram produto da experiência de Sagan na exposição.

Quando iniciou o ensino fundamental, Sagan começou a manifestar sua curiosidade pela natureza.  Sagan recorda-se de suas primeiras viagens para a biblioteca pública, sozinho, com a idade de cinco anos, quando sua mãe arranjou-lhe um cartão da biblioteca. Ele queria aprender o que eram as estrelas, já que nenhum de seus amigos ou até mesmo seus pais não sabiam lhe dar uma resposta clara:

“Fui para o bibliotecário e pedi um livro sobre as estrelas… E a resposta foi impressionante. A resposta era que o Sol também era uma estrela, só que muito próxima. Logo, as estrelas eram outros sóis, mas estavam tão distantes que eram apenas pequenos pontos de luz para nós… A escala do universo de repente se abriu para mim. Era um tipo de experiência religiosa. Houve uma magnificência para ela, uma grandeza, uma escala que nunca me deixou. Nunca me deixará…”

Aos 6 ou 7 anos de idade ele e um amigo viajaram para o Museu Americano de História Natural, na cidade de Nova York. Enquanto estavam por lá, eles foram ao Planetário Hayden e andaram na exposição sobre objetos do espaço, como os meteoritos, e também foram às exposições de dinossauros e outros animais em seus ambientes naturais. Ele escreveu sobre estas exposições:

“Eu era fascinado por representações realistas de animais e seus habitats em todo o mundo. Pinguins no gelo antártico mal iluminado; uma família de gorilas, com o macho tamborilando no peito; um urso-cinzento americano de pé em suas patas traseiras, com seus dez ou doze pés de altura, fitando-me direto no olho.”

Sagan escreve : “O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida.” 

E é isso o que mais me admira, sua inquietante vontade de questionar tudo o que existe.

Sagan Morreu aos 62 anos, Seattle, 20 de dezembro de 1996 de pneumonia, depois de uma batalha de dois anos com uma rara e grave doença na medula óssea. 

Carl Sagan foi muito mais do que um mero mortal, foi um grande homem que com uma grande sabedoria foi capaz de questionar, estudar e ensinar para aqueles que quisessem aprender além do que estava escrito nos livros sagrados e nas apostilas das escolas. Para ele o universo era um mistério que ansiava por ser descoberto e as superstições eram obstáculos criados para interromper a evolução e o progresso humano. Ele escreve que nós seres humanos somos uma espécie rara por estarmos vivos e porque podemos pensar dentro de nossas possibilidades. Segundo Carl, temos o privilégio de influenciar e talvez controlar o nosso futuro.  Ele acredita que temos a obrigação de lutar pela vida na Terra – não apenas por nós mesmos, mas por todos aqueles, humanos e de outras espécies, que vieram antes de nós e a quem devemos favores, e por todos aqueles que, se formos inteligentes, virão depois de nós.

” Não há nenhuma causa mais urgente, nenhuma tarefa mais apropriada do que proteger o futuro de nossa espécie. Quase todos os nossos problemas são provocados pêlos humanos e podem ser resolvidos pêlos humanos. Nenhuma convenção social, nenhum sistema político, nenhuma hipótese econômica, nenhum dogma religioso é mais importante. ” 

Graças ao trabalho de Carl, acredito que hoje o mundo caminha ao rumo da paz que tanto esperamos e queremos, novos horizontes nos foi apresentado por ele, horizontes esses que podemos alcançar.  Graças a ele é que podemos humildemente ver e entender nossa posição e insignificância perante à esse infinito e gigantesco Universo.

Ele acredita que nós somos capazes de tudo, até de fazer magia: UM LIVRO É A PROVA DE QUE OS SERES HUMANOS SÃO CAPAZES FAZER MAGIA.

“Que coisa espantosa é um livro. É um objeto achatado feito a partir de uma árvore, com partes flexíveis em que são impressos montes de rabiscos escuros engraçados. Mas basta um olhar para ele e você está dentro da mente de outra pessoa, talvez alguém morto há milhares de anos. Através dos milênios, um autor está falando claramente e em silêncio dentro de sua cabeça, diretamente para você. A escrita é talvez a maior das invenções humanas, unindo pessoas que nunca se conheceram, cidadãos de épocas distantes. Livros rompem as amarras do tempo. Um livro é a prova de que os seres humanos são capazes de fazer magia.”

— No episódio ”A Persistência da Memória”, décimo primeiro da série Cosmos: A Personal Voyage em 1980.

O que escrevi neste post sobre Carl é pouco perto do que ele foi e representa para mim. Fico feliz de compartilhar isso com meus leitores e compartilhar um pouco da pessoa que me inspira todos os dias, e a pessoa que me leva a acreditar em nós seres humanos mesmo quando pareça impossível.

”Durante toda a sua vida, estudara o universo, mas desprezara sua mais clara mensagem: para criaturas tão pequenas como nós, a vastidão só é suportável através do amor.” — No livro Contato, de 1985.

Karen Padilha 

Somos uma espécie rara e especial.

Tenho enfatizado muito o assunto ”gratidão” e ”lei da atração” em minhas escritas, porque isso é o que aplica a minha vida e minha maneira de viver, mas nem todos as pessoas pensam como eu e tem essa ”filosofia dia vida”.

Já dei vários exemplos de como gratidão, de como ser positivo mesmo nos momentos mais difíceis melhoram nossa vida.

Mas hoje, venho aqui convida-los a fazer um exercício de se auto-julgar, e achar uma coisa boa em que você acredite e que seja boa e seguir isso como sua filosofia de vida.

Para alguns ele assunto de lei da atração, não passa de mera ladainha, por este motivo te convido a parar por um momento, pensar em sua vida, suas atitudes, pensar se existe uma coisa que você acredite e torna isso como suporte para viver a vida, afinal não é nada fácil, não é mesmo?

Nós somos uma espécie em que estamos em constante evolução, somos capazes de qualquer coisa,

”Somos raros e preciosos porque estamos vivos, porque podemos pensar dentro de nossas possibilidades. Temos o privilégio de influenciar e talvez controlar o nosso futuro. Acredito que temos a obrigação de lutar pela vida na Terra – não apenas por nós mesmos, mas por todos aqueles, humanos e de outras espécies, que vieram antes de nós e a quem devemos favores, e por todos aqueles que, se formos inteligentes, virão depois de nós. Não há nenhuma causa mais urgente, nenhuma tarefa mais apropriada do que proteger o futuro de nossa espécie. Quase todos os nossos problemas são provocados pêlos humanos e podem ser resolvidos pêlos humanos. Nenhuma convenção social, nenhum sistema político, nenhuma hipótese econômica, nenhum dogma religioso é mais importante. 

No fundo, cada um experimenta ao menos um conjunto vago de ansiedades variadas. Elas quase nunca desaparecem de todo. A maioria delas diz respeito, é claro, à nossa vida cotidiana. Há um claro valor de sobrevivência nesse zumbido de lembretes sussurrados recordações atemorizadoras de passos em falso no passado, testes mentais de possíveis respostas a problemas iminentes. Para muitos de nós, a ansiedade diz respeito a ter o suficiente para dar de comer aos filhos. A ansiedade é uma daquelas soluções de compromisso evolucionárias otimizada para que haja uma próxima geração, mas dolorosa para a geração atual. O truque, se conseguimos realizá-lo, é ficar com as ansiedades certas. Em algum ponto entre os bobalhões alegres e os pessimistas nervosos, há um estado de espírito que devemos adotar.

À exceção dos milenaristas de várias seitas e dos tabloides, o único grupo de pessoas que parece se preocupar rotineiramente com as novas previsões de desastres – catástrofes ainda não vistas em toda a história escrita de nossa espécie – são os cientistas. Eles chegam a compreender como é o mundo, e ocorre-lhes que ele poderia ser diferente. Um pequeno empurrão aqui, um pequeno puxão ali, e grandes mudanças poderiam acontecer. Como nós, humanos, somos geralmente bem adaptados às nossas circunstâncias desde o clima global ao clima político -, qualquer mudança vai ser provavelmente perturbadora, dolorosa e dispendiosa.

Mas alguns dos alegados perigos parecem tão sérios que surge espontaneamente o pensamento de que talvez fosse prudente levar a sério até a pequena possibilidade de um perigo muito grave. As ansiedades da vida cotidiana funcionam de forma semelhante. 

Compramos apólices de seguro e avisamos as crianças sobre o perigo de falar com estranhos. Apesar de todas as ansiedades, às vezes não percebemos os perigos de forma alguma: “Todos os meus motivos de preocupação nunca se concretizaram. As coisas ruins me caíram do céu”, disse um conhecido à minha esposa, Annie, e a mim.

Quanto pior a catástrofe, mais difícil é manter o equilíbrio. Queremos muito ignorá-la por completo ou empregar todos os nossos recursos para contorná-la. É difícil considerar sobriamente as nossas circunstâncias e deixar de lado por um momento as ansiedades associadas. Muito parece estar em jogo. 

Se os humanos criam problemas. os humanos podem encontrar soluções. O que espero é que  ao ler este texto, o leitor se sinta provocado a pensar um pouco mais sobre o futuro. 

Não quero acrescentar desnecessariamente novos elementos à nossa carga de ansiedades – quase todos nós já temos uma carga suficiente -, mas há algumas questões que, a meu ver, não estão sendo examinadas por um número suficiente de pessoas. O ato de pensar sobre as consequências futuras das ações presentes tem uma linhagem orgulhosa entre nós, primatas, sendo um dos segredos do que ainda é, de modo geral, a história espantosamente bem-sucedida dos humanos sobre a Terra”. – Trecho tirado do livro “Bilhões e Bilhões ‘, Carl Sagan.

Kaka Padilha

Mente universal única

A mecânica quântica o confirma. A cosmologia o confirma. Que o Universo emerge essencialmente do pensamento e que toda essa matéria que nos cerca é apenas pensamento precipitado. Em última análise, somos a fonte do Universo e, quando entendemos esse poder por meio da experiência direta, podemos começar a exercitar nossa autoridade e conseguir , cada vez mais, criar tudo. De dentro do campo da nossa própria consciência , a qual, em última análise , é na consciência Universal que governa o Universo, começar a conhecer tudo.

Assim, dependendo do modo, positivo ou negativo , de usarmos esse poder, assim será o tipo de ambiente que criaremos. Logo, somos os criadores não só de nosso próprio destino, porém, em última análise, os criadores do destino Universal. Somos os criadores do Universo. Portanto, para o potencial humano realmente não há limite. É até onde reconhecemos aquele dinamismo profundo e o exercitamos, até onde utilizamos nosso poder. Isso é realmente tem a ver , também, com o nível no qual pensamos.

DR John Hagelin.

Estamos todos conectados uns aos outros. Apenas não nos damos conta. Não existe um ”lá fora” e um ”aqui dentro”. No universo tudo esta conectado. É tudo um mesmo campo energético . Por isso, independentemente da forma de encarar o universo , o resultado é sempre o mesmo. Nós somos um. Estamos todos conectados e somos parte do campo energético único ou da mente suprema única, ou da consciência única , ou a fonte criativa única . Não importa como você a chame, mas todos ainda somos um.

John Assaraf.

Kaka Padilha

Nós somos, cada um de nós, um pequeno universo.

O lado mais brilhante é que todos nós temos a oportunidade de re-lembrar e re-conectar a nós mesmos e ao universo em geral. O poder da lembrança está no centro do caminho espiritual de auto-descoberta e realização. Tudo no universo esta dentro de você, você é sua própria janela para a imensidão .

Nós somos uma forma do universo se auto-conhecer. Nós falamos pela terra, somos o universo se expressando como humano por um pequeno tempo.

Nós somos, cada um de nós, um pequeno universo. Um assunto abordado com frequência por Carl Sagan era a dimensão das coisas muito pequenas, como aquelas que compõem nossos corpos. Ele frequentemente colocava o minúsculo em escala com o gigantesco, equiparando, por exemplo, a quantidade de átomos em uma molécula de DNA com a de estrelas em uma galáxia típica. É uma forma elegante de demonstrar como somos muito pequenos e muito grandes ao mesmo tempo. Em uma outra comparação do gênero, dizia que existem mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todas as praias da Terra.

Desse ponto de vista distante, a Terra não pode parecer de qualquer interesse particular. Mas, para nós, é diferente. Considere novamente esse ponto. É aqui. É nosso lar. Somos nós.

 Nele, todos que você ama, todos que você conhece, todos de quem você já ouviu falar, todo ser humano que já existiu, viveram suas vidas. A totalidade de nossas alegrias e sofrimentos, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e saqueador, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e plebeu, cada casal apaixonado, cada mãe e pai, cada crianças esperançosas, inventores e exploradores, cada educador, cada político corrupto, cada “superstar”, cada “lidere supremo”, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali, em um grão de poeira suspenso em um raio de sol.

A Terra é um palco muito pequeno em uma imensa arena cósmica. Pense nas infindáveis crueldades infringidas pelos habitantes de um canto desse pixel, nos quase imperceptíveis habitantes de um outro canto, o quão frequentemente seus mal-entendidos, o quanto sua ânsia por se matarem, e o quão fervorosamente eles se odeiam. 

Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, em sua gloria e triunfo, eles pudessem se tornar os mestres momentâneos de uma fração de um ponto. Nossas atitudes, nossa imaginaria auto-importância, a ilusão de que temos uma posição privilegiada no Universo, é desafiada por esse pálido ponto de luz.

Nosso planeta é um pontinho solitário na grande e envolvente escuridão cósmica.

Em nossa obscuridade – em toda essa vastidão – não há nenhum indício de que a ajuda virá de outro lugar para nos salvar de nós mesmos.

A Terra é o único mundo conhecido até agora que sustenta vida. Não ha lugar nenhum, pelo menos no futuro próximo, no qual nossa espécie possa migrar. Visitar, talvez, se estabelecer, ainda não. Goste ou não, por enquanto, a terra é onde estamos estabelecidos.

Foi dito que a astronomia é uma experiência que traz humildade e constrói o caráter. Talvez, não haja melhor demonstração das tolices e vaidades humanas que essa imagem distante do nosso pequeno mundo. Ela enfatiza nossa responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e de preservar e estimar o único lar que nós conhecemos… o pálido ponto azul,  o único lar que eu já conheci. ” Carl Sagan

 

Somos o que pensamos, não o que fazemos

É ele quem controla a nossa vida, e o que acontece com ela : O pensamento.

O pensamento tem o poder incrível de criar, mudar, melhorar ou piorar as coisas.

O pensamento é energia, os resultados de nossos pensamentos se produz de acordo como usamos ele.

A verdade é  é que estamos o tempo todo interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos. Como já escrevi anteriormente somos todos conectados com o cosmos (universo). Somos todos, cada um de nós um pequeno universo.

Quando descobrimos o poder do pensamento e do que ele é capaz, conquistamos a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.

SOMOS ENERGIA!

É essa energia se consubstancia na matéria, transformando-se  em corpo, mente, emoção.

Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade.

Os pensamentos nos fazem sentir emoções variadas. Essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa mente, o nosso organismo e a nossa saúde, ajudando a nos manter saudáveis e bem dispostos, quando são positivas, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes.

Assim, se queremos ter relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos.

A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, 

mas nem por isso deixa de produzir efeitos.

Assim como a gravidade atrai os corpos para o centro da Terra, os nossos pensamentos têm o poder de atrair para nós aquelas realidades que desejamos viver. É necessário reconhecer as próprias qualidades e a potencialidade que trazemos dentro de nós e que nos torna capazes de crescer, aprender e avançar.

Só é possível dar aquilo que se possui.

Apenas quem é capaz de se amar e de se valorizar pode amar e valorizar o outro.

O caminho para uma boa autoestima está em cultivar bons pensamentos e ter em mente que eles são a nossa companhia mais constante.

Temos a opção de escolher, a cada momento, o que abrigamos em nossas mentes.

Com atenção, esforço e responsabilidade é possível detectar um pensamento menos bom na sua origem, e substituí-lo por outro que irá produzir resultados positivos.

O Universo funciona como um espelho e tudo aquilo que transmitimos, retorna para nós amplificado.

Kaka Padilha

O que significa UNIVERSO pra você ?

Universo é tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetasestrelasgaláxias e os componentes do espaço intergaláctico. Isso em contexto, mas fora de contexto e teorias, o que significa universo para você? Como você acha que surgiu? Você acredita que fazemos parte de um todo, que somos todos conectados com o universo?

A idade do universo é de 13,82 bilhões de anos, você consegue calcular isso? Consegue imaginar o que ja existiu, consegue imaginar como o universo evoluiu ? Consegue imaginar o porque de nós existirmos e o porque de morarmos em um único planeta habitável ( até agora descoberto).

Algumas teorias especulativas propuseram que nosso Universo é apenas um de um conjunto de universos desconectados, coletivamente denotados como multiversos.

Mas sem misturar teorias de como surgimos, pra onde vamos e o porque de estarmos aqui, o que significa universo para você ?

Kaka Padilha

Luz coerente….

Desde que  adquiri o uso da razão , minha inclinação para o saber tem sido tão forte e violenta que nem as censuras de outras pessoas […] nem minhas próprias reflexões […] têm sido capazes de deter esse impulso natural que Deus me dotou. Somente ele deve saber o por quê; e Ele sabe também que Lhe tenho suplicado que tire a luz do meu entendimento, deixando-me apenas o suficiente para seguir sua lei; pois qualquer coisa além disso é excessiva numa mulher, segundo  certas pessoas. E outras dizem mesmo que é nocivo.

Juana Ines de La Cruz, Resposta ao bispo de Puebla, (1691) que lhe criticara a atividade douta como imprópria ao seu sexo.

Retirado do Livro ‘Contato’, de Carl Sagan.

Kaka Padilha

Carl sagan : Contato

O grande destaque de Contato é que a especulação tem uma profunda base científica. Carl Sagan apresenta conceitos de radioastronomia e o potencial dessa área da Astronomia para procurar vida inteligente em outros sistemas estelares. Esse é o tema científico cental da obra, mas Sagan também explorou muito sobre o relacionamento humano.

A personagem principal é Ellie. Sua história é contada desde a infância, quando menina mostrava enorme interesse nas questões do Cosmos. Seu pai a incentivava nesse interesse, e como resultado ela era uma criança bem diferente das outras. Sua vida pessoal muda quando o pai morre e a mãe casa-se com um homem machista. Apesar dos obstáculos impostos pelo seu padrasto, que a desmotivava muito com seu discurso machista, Ellie conseguiu entrar na faculdade, tornou-se uma importante pesquisadora na área de radioastronomia e especializou-se na busca de vida inteligente.

Sagan descreve toda trajetória acadêmica de Ellie. Então quem é da academia certamente vai se identificar em muitos momentos. Sagan é sensível e fala da dificuldade que Ellie tem de se encaixar, fala dos rapazes da academia que não sabem se relacionar bem. Ela acaba inclusive namorando um músico, provavelmente porque todos os seus colegas da academia não sabem flertar e não são interessantes para um relacionamento amoroso. Adoro essa parte do livro, pois é uma “virada de mesa” nas questões de relacionamento.

A trajetória de Ellie é contada desde a graduação até quando se torna diretora de um importante centro de pesquisas. Quando um sinal anômalo é recebido pelos radiotelescópios, Ellie acaba liderando uma equipe para monitorá-lo e decifra-lo. E aí entram as questõres relacionadas com opinião pública (muita gente acha que muito dinheiro está sendo gasto) e com interesses políticos e estratégicos, já que na obra, o mundo continua polarizado (URSS x EUA).

Ellie acaba se relacionando com políticos, tendo contato com pesquisadores do mundo todo em congressos (Sagan descreve os congressos científicos com muita fidelidade). Ao longo das discussões, fundamentalistas religiosos se envolvem no assunto e reinvidicam o direito de saber o que está acontecendo. O livro faz um interessante debate de Ciência x Religião, revelando que a oratória e o discurso de um líder religioso pode ser muito mais sedutor do que o discurso científico (e como sabemos disso, infelizmente). Só que Sagan não é Dawkins: ponderado, na obra é possível perceber que ele dá uma importância a experiência religiosa e diria que isso tem tudo a ver com a experiência queé o ápice da história.

O livro foi adaptado para o cinema em 1997, com Jodie Foster no papel principal. Dirigido por Robert Zemeckis, conta também com Matthew MaConaughey (de Interstellar).  A propósito, Interstellar tem muito de Contato: possui uma base científica, mas também apela para o sentimental e fantástico.

Blue Dot

” Look again at that dot. That’s here. That’s home. That’s us. On it everyone you love, everyone you know, everyone you ever heard of, every human being who ever was, lived out their lives. The aggregate of our joy and suffering, thousands of confident religions, ideologies, and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilization, every king and peasant, every young couple in love, every mother and father, hopeful child, inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every “superstar,” every “supreme leader,” every saint and sinner in the history of our species lived there–on a mote of dust suspended in a sunbeam…” Pale blue dot 🌍✨We’re all connected